O VII Encontros Arcanos irá promover este ano uma experiência de imersão em seus princípios fundamentais de investigação, com base nas imagens de solitude e autoconhecimento. Esta experiência partirá de uma conexão profunda com nossas raízes ancestrais e originárias, pelas reflexões do ambientalista indígena brasileiro do povo tapuia, Kaká Werá, que fará a partilha de alguns dos princípios cosmológicos dos povos originários, com base em sua experiência de reconexão com a própria ancestralidade. O fechamento desta imersão se dará através de uma aula magna a ser proferida pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, da Université de Paris-Descartes, conhecido mundialmente pela formulação do conceito de tribo urbana e por sua conexão com o pensamento de Gilbert Durand, um dos fundadores das pesquisas contemporâneas acerca das estruturas antropológicas do imaginário.

Ao longo do evento, teremos também a participação de nomes referenciais nos estudos relacionados às poéticas do imaginário e de sua conexão com as artes da cena, como a diretora teatral Cláudia Echenique (PUC/Chile), especializada nas relações entre teatro e direitos humanos; o antropólogo John Dawsey (USP), coordenador do grupo de pesquisa NAPEDRA; o psicólogo arquetípico Gustavo Barcellos (AJB), maior conhecedor e tradutor da obra de James Hillman no Brasil; a pesquisadora e difusora da antropologia do imaginário no Brasil, Danielle Rocha Pita (UFPE); a professora Priscila Kuperman (UFRJ), investigadora do imaginário simbólico do tarô e dos patrimônios simbólicos, de modo geral; os professores Cassiano Sidow Quillici (UNICAMP) e Daniel Plá (UFSM), coordenadores do grupo de trabalho Artes Performativas, Modos de Percepção e Práticas de Si (ABRACE), ancorado nas correlações entre as filosofias do cuidado de si e as artes da cena; bem como dos membros do Comitê Científico dos Encontros Arcanos e do grupo de pesquisa ÍMAN – Imagem, Mito e Imaginário nas Artes da Cena.

Seguindo a seqüência de imagens que a tradição simbólica do tarô nos legou, em 2020 os encontros arcanos se deparam com a imagem do Eremita, que constitui a nona lâmina, conforme as estruturas clássicas da sabedoria hermética.

O Eremita termina ativamente sua relação com o mundo antigo e se torna receptivo a um porvir que não domina nem conhece. O Eremita representa a passagem para o desconhecido. Nesse sentido, ele representa tanto a mais alta sabedoria, como um estado de crise profunda

(Alejandro Jodorowkky e Marianne Costa)

Este ano, devido à crise internacional que vivemos, originada pela pandemia de COVID-19 e amparada simbolicamente pelo manto do Eremita, o VII Encontros Arcanos ocorrerá de forma virtual, com a participação de convidados nacionais e internacionais que debaterão os cruzamentos entre as experiências de solitude, autoconhecimento, poiseis e artes da cena.

As atividades ocorrerão entre os dias 03, 04 e 05 de dezembro, com abertura para ouvintes e inscrições de comunicação.

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